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Apêndice 1: Ein Sof e os Sephirot (Árvore da Vida)

Eigen, Michael Editora Karnac ePub

Ein Sof é uma notação para o inominável, inconcebível, inimaginável, irrepresentável—o que em português, nós chamamos de “Deus”. As palavras significam sem limites, ilimitado, sem contenções, representado como infinidade ou infinito do infinito. De certa maneira, está além de Deus, uma vez que a palavra Deus é uma notação para um amplo escopo de associações e significados que limitam seu caráter de desconhecimento (o uso do artigo “o” ou do pronome “ele” já indicam uma apropriação equivocada). Pessoalmente, penso, às vezes, em Sofia, sabedoria, o que já traz uma vasta limitação. Com a popularidade do budismo, talvez se possa falar de Ein Sof como nada e sua emanação gêmea, ser.

Tecnicamente o Ein Sof não faz parte dos Sephirot/Árvore da Vida. Está além de qualquer representação. Pode-se concebê-lo como a Energia que flui através dos Sephirot e os cria. Força Prima Irrepresentável ou Presença. Mais uma vez, esses são termos delineados a partir de nossa fenomenologia da força, da ação, da experiência, do cuidado e do mistério. Devo dizer logo de saída que tudo o que eu disser é hipotético, fantasia, tentativa de expressar o inexprimível, tocar o intangível que me toca. Bion fala de O, desconhecido, realidade última não passível de entendimento; não é idêntico ao Ein Sof, mas não é sem relação com ele.

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Medium 9781855752566

2. Wounded nourishment

Eigen, Michael Karnac Books ePub

Many of Bion’s clinical examples contain the theme of wounded nourishment. It is unclear whether: (1) there is a state of affairs one might call “primary nourishment”, which gets wounded; (2) nourishment and woundedness are conjoined from the outset; (3) or nourishment and catastrophe have somewhat different tracks that are superimposed one on the other, or link up and permeate each other. These, as well as other possibilities, play some role in various passages.

At times one might say: “In the beginning there was nourishment.”

At times one might say: “In the beginning there was catastrophe.”

Bion’s writings give voice to the traumatized self. If Walt Whitman sings the body electric and catalogues joys of self, Bion details what it is like for self to be electrocuted and to continue as the remains. If nourishment appears, something bad will happen to it.

Ice cream—I scream

In one vivid example, Bion (1970, pp. 13-14) traces a nourishing link through successive phases of destruction. He is more interested in what becomes of the scream as link than the fate of food as link. But he points to a primary nourishing link undergoing waves of disturbances resulting in waves of destruction.

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Medium 9781910977125

CAPÍTULO 1

Eigen, Michael Editora Karnac ePub

[ Testando microfone, cantando]: Shema, Shhhmaaaa. Shhhh…O coração da Cabala, o coração verdadeiro da Cabala, é o verso: “V'ahav'ta eit Adonai Elohekha b'khol I'vaw'kha uv'khol naf sh'kha uv'khol m'odekha”. Todos que conhecem este verso, por favor, repitam-no comigo. (Grupo: “V'ahav'ta eit Adonai Elohekha b'khol I'vaw'kha uv'khol naf sh'kha uv'khol m'odekha”.) (Deuteronômio 6;5.)

Quando eu era criança, ensinavam-nos que isso significava: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua força”. O verso era apresentado como um mandamento, embora mesmo criança eu sentisse que havia algo mais nele. Mais ressonância, outra vibração. Eu não conseguia encaixar muito bem as coisas: mais que um mandamento, diferente de um mandamento. Era uma pista sobre quem eu era e sobre o que havia em mim.

Quando estava um pouco mais velho, encarei-o como um convite: você está convidado a amar a Deus com todo o seu coração, sua alma e sua força. Um tipo de convite para o playground de Deus, para o solo sagrado de Deus. Você está convidado para vir brincar com Deus com todo o seu coração, sua alma e sua força. Então, quando fiquei um pouco mais velho ainda, comecei a pensar: V'ahav'ta—e você irá amar. E você irá amar, você amará. Quando estou desesperado, infeliz, totalmente sem amor, cheio de ódio, arrasado e sem rumo ou esperança, alguma coisa, algumas vezes, surge em mim e diz: “Eu te amo”. E é a esperança de que eu irei amar. Você irá amar, você amará a Deus com todo o seu coração, toda a sua alma e toda a sua força.

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Medium 9781782200383

Chapter 5: Mind-Body

Eigen, Michael Karnac Books ePub

Chapter Five

Mind-Body

In previous books and papers (1986, 1992, 1993), I have written about the importance of the mental-self/physical-self distinction in clinical work. The Cartesian distinction between mind-body is one version of a dualism that runs through cultures in many times and places. It is as if emphasis on different capacities takes us into different worlds of experience.

We can get into or out of our bodies with a shift of attitude. We can relish surface sensations or dip into deep, interoceptive, quasi-sensory streams. Sitting still, or moving in various ways, alters our sense of aliveness. Music and painting take us to different places, perhaps branches emanating from a common source. Sight, sound, and skin interweave beautifully. But they can make different claims, pull in different directions, and at times tear us apart.

There is belief in spirits of ancestors, the Great Spirit, the Spirit of Spirits, a soul that antedates and survives death, eternal mind. These are not just beliefs but experiences. One undergoes an experience that can be described as an eternal moment. It feels that way. The moment fades. The everyday self makes its claims. Yet the eternal moment echoes. We sense its waves. It uplifts us in the background of our beings. It bursts into the foreground again and again.

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Medium 9781782201533

Chapter Two - On the Birth of Experience

Eigen, Michael Karnac Books ePub

The mystery of dreams is deeply connected with the birth of experience. We have an urge to know what dreams mean but often take for granted the field of perception that make dreams possible. Could dreams exist without the seamless perceptual world that seems effortlessly given to us? Dreams make use of the objects of daily life, sky, earth, water, mountains, people, dramas, and, above all, emotions that populate our objects, fear, dread, desire, care, reaching for fulfilment, loss. I say reaching for fulfilment for, I suspect, more dreams abort fulfilment than achieve it. Dreams often express fragmentary states, aborted states, states that break off before a successful end. As if dreams attempt to communicate something unsatisfactory about our fragmentary lives.

One can also posit the opposite, that the perception of our world we take for granted depends on unconscious dream-work. Freud writes that experience of the external world is made possible by projection of internal space. If what he calls “the it” (das Es) is the primary psychical reality and ego and superego develop from it, these structures require “space”. This view posits the first space as internal psychical space out of contact with external reality that plays a role in structuring growing experience of externality. If the “it” helps to pressure early dreaming processes into existence, partly as a medium dedicated to representing “it-reality”, we might say “it” dreams reality into existence as it seeks (creates) more space to extend and exercise itself.

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